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  • Rodrigo Kmiecik

Canção de Cassilda (poema), por Robert W. Chambers

Ao longo da costa onde quebram as ondas enevoadas

Os sóis gêmeos afundam além do lago

As sombras se alongam

Em Carcosa.

Estranha é a noite em que estrelas negras ascendem

E luas estranhas orbitam pelos céus

Mas estranha ainda é

Perdida Carcosa.

Músicas que as Híades hão de cantar

Onde esvoaçam os farrapos do Rei

Devem morrer inauditas na

Sombria Carcosa.

Música da minha alma, minha voz está morta

Morra, tu, não cantada, feito lágrimas não derramadas

Deve secar e perecer na

Perdida Carcosa.


O Rei de Amarelo - Ato I, Cena II

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